sábado, 15 de dezembro de 2012

O Pequeno Príncipe e a Pegada


O trabalho final da disciplina de Ensino e Identidade Docente foi propor uma aula insterdisciplinar. No meu grupo havia integrantes de quatro áreas, a saber: Física, Biologia, Letras e Ciências Sociais. Foi um desafio interessante abordar um assunto que encaixasse áreas de conhecimento bem distintas, mas a idéia surgiu logo na primeira reunião do grupo: Nosso projeto abordaria o tema da Pegada Ecológia e amarrariamos isso com a literatura do Pequeno Príncipe de Atoine de Saint-Exupéry, a questão das escalas planetárias e as questões sociais envolvidas na Pegada.
Eu já havia feito um projeto de aula interdisciplinar em uma cadeira de Ensino de Astronomia, mas foi algo pensado por mim e não ficava muito nítido a questão das outras disciplinas envolvidas. Essa proposta de trabalhar com o Pequeno Príncipe e a Pegada consegue fazer isso nítidamente e poderiam ser trabalhadas também outras disciplinas como Geografia, Psicologia e outras que não foram trabalhadas dessa vez. Foi realmente muito agradável fazer esse trabalho.


A Pegada Ecológica foi criada para nos ajudar a perceber o quanto dos recursos da natureza utilizamos para sustentar nosso ESTILO DE VIDA. É
uma forma de estimar se
nossa forma de viver
está de acordo com a
 capacidade do planeta
de oferecer e renovar
 seus recursos naturais
 e absorver os resíduos que
 geramos.

http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/o_que_e_pegada_ecologica/

O Pequeno Príncipe cuida de seu pequeno planeta, o asteroide B612, para que os Baobás não tomem conta do planeta e acabem rachando ele. Ele cuida dos seus três vulcões e de sua roseira.
 “É uma questão de disciplina, me disse mais tarde o principezinho. Quando agente acaba a toalete da manhã, começa a fazer com cuidado a toalete do planeta.”
“É preciso que a gente se conforme em arrancar regularmente os baobás logo que se distingam das roseiras, com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução.“
É possível evoluir respeitando o planeta.
Assim como o principezinho, deveríamos cuidar de cada centímetro do nosso planeta.


O nosso planeta Terra é o único planeta que, até hoje, foi possível constatar “vida”, presença de micro-organismos. O único com vida complexa e inteligente. Por isso temos que cuidar bem dele!
 Levantamos essa questão do nosso planeta embora para nós parece ser imensamente grande, ele é só uma poeirinha no Universo. Encaixamos isso na nossa aula dando as noções de escalas planeterias e propomos a exibição de um vídeo de curta duração.
https://www.youtube.com/watch?v=8N7i-HyRI7A
Tmbém há um link de um site onde o aluno pode interagir com as escalas: http://scaleofuniverse.com/

 A questão de conciêncie ecológica e social foi apresentada pelo colega Bruno Marques Schafer da Ciências Sociais. A Pegada Ecológica é uma consequência de nossas interações sobre o planeta, em forma de sociedade de consumo. Podem ser explorados na nossa aula A questão da cidadania. Interesse. Consumo. Analisar as possibilidades não somente a partir dos problemas, mas enxergar nestes possibilidades. Visão do mundo a partir do Eu, entretanto o privilégio do Social. 

 Assim conseguimos encadear as quatro áreas e elaborar nossa aula interdisciplinar. Após apresentação da proposta para a professora e colegas de turma percebemos que seria interessante apresentar essa proposta em dois horários de aula, pois por ter muitos assuntos interessantes a abordar o tempo ficaria curto para fazer o questionário da Pegada e dar a devida atenção ao texto do Pequeno Príncipe e trabalhar com a Física e Sociologia. Agradeço aos meus colegas que trabalharam na proposta junto comigo e abaixo deixo o link para o Blogue deles para vocês conferirem.

http://lapraveando.blogspot.com.br/2012/12/projeto-interdisciplinar.html
http://ensinoidentidadedocente2012.blogspot.com.br/2012/12/trabalho-interdisciplinar.html
http://incidentedocente.blogspot.com.br/2012/11/o-pequeno-principe-e-nocao-de-pegada.html
http://ointervalonaescuridao.blogspot.com.br/2012/12/aula-interdisciplinar-pt-2.html
http://mmalkaensinoiddocente.blogspot.com.br/2012/12/trabalho-interdisciplinar.html
http://www.secundarialixa.com/docs.asp?id_menu=392

  1. site da WWF: http://www.wwf.org.br/
  2. livro O Pequeno Príncipe (português) em pdf: http://educulturacorb.hd1.com.br/downloads/o_peq.principe.pdf
  3. site para calcular Pegada Ecológica: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/infograficos/2012/06/14/calcule-seu-impacto-no-ambiente-com-esta-calculadora-de-pegada-ecologica.htm

domingo, 4 de novembro de 2012

TICs

"Isso me dá TIC TIC nervoso
TIC TIC nervoso, TIC TIC nervoso."










    Não, não é sobre o TIC nervoso da música que irei falar. Mas confesso que a primeira vez que lí sobre isso, essa abreviatura, fiquei pensando, "que raios é TICs?". Para economizar seu tempo, caro leitor, colocarei aqui o link da definição que encontrei na WIKIPÉDIA, e se ainda não estiver satisfeito "google it!", ou seja, pesquise no google!
    Pois então, a internet nos tráz essa facilidade. Se há algo que desejamos saber, encontre um computador conectado na web e faça uma rápida pesquisa sobre o assunto. Por exemplo, se me falam a expressão Veni, vidi, vici, e dizem que é de autoria Júlio César, vou na internet buscar informações sobre qual o significado,  contexto que a expressão foi dita, e sobre Júlio César. 
    Outro exemplo, estou em uma aula de física e o professor está falando que o spin é uma propriedade intrínseca do elétron. Fico pensando "o que raios é ser intrínseco? - a matéria já é difícil e o professor vem usar essas palavras estranhas.". Então eu pego o meu smartphone com conexão à web (quem me dera se eu tivesse um - hehehe) e procuro o significado da palavra intrínseco. Fácil não é?
    No meu tempo de escola não era tão fácil assim. Nasci no início da década de 80, e me lembro bem que até meu ensino médio todos os meus trabalhos foram feitos com a ajuda de uma enciclopédia. Vocês se lembram das enciclópédias? Aquelas coleções de livros enormes de capa bonita que eram vendidos na porta de casa? Acho que a maioria das pessoas dessa geração (geração TIC) não sabe o que é isso, possivelmente vão colocar no google para ver a imagem de uma. 
    Se eu quisesse aprender uma palavra nova, não tinha google pra me ajudar. Eu tinha que ir à biblioteca da escola e ler em um dicionário. Por falar em biblioteca será que a geração TIC sabe fazer uma pesquisa em uma? Pegar um assunto, ir no catálogo de livros para tentar achar um que contenha as informações relevantes para a pesquisa? Pois assim eram feitos os meus trabalhos de escola. Na biblioteca! Não era todo mundo que tinha computador, e com internet ainda nem se fala. 
    Lembro quando eu estava no 2º ano do ensino médio os meninos estavam conversando que um deles havia ganhado um computador 486 do padrinho - "UAW! O fulano tem um 486 pra fazer os trabalhos! Que massa véio!". Naquela época um 486 era um super computador . E falei "naquela época" mas isso não faz tanto tempo assim, foi final dos 90. Acontece que eu viví, e vivemos toda essa evolução tecnológica. E o processo foi/é realmente rápido. Do 486 pro processador de 4 núcleos com velocidade de processamento absurda, da biblioteca para as pesquisas no google, do mimeógrafo para a impressora multifuncional foram 10 anos ou nem isso. 
    Foi no 2º ano do ensino médio que fiz meu primeiro trabalho com pesquisa na internet. Foi um trabalho sobre ensaios de mecânica (aplicações da física na mecânica) para o curso técnico de eletrotécnica. Assunto difícil de encontrar exatamente o que precisávamos para o trabalho nos livros. Fui na casa de um primo que tinha um computador com internet, um 486, e busquei sobre ensaios de física no altavista e no yahoo (pois ainda não existia o google), e de lá saiu meu trabalho. Exatamente o que eu precisava, só mandei imprimir e entreguei pro professor com o meu nome. Tirei nota 10 pois estava completo (e lembro que isso me salvou na disciplina hehehe). Nunca foi tão fácil! Claro que hoje em dia não é tão fácil assim. Há tantas fontes, há tantos sites, há a wikipédia. O aluno tem que pesquisar e filtrar as informações que ele precisa, editar e imprimir. E o professor, é claro, tem que pesquisar na internet se o aluno não está plagiando um trabalho pronto.
    Pensando nisso, as coisas estão mais fácil para os alunos. A internet é um mar de informação aonde o aluno se banha em conhecimento. Os trabalhos são, com certeza, melhores que na minha época de escola. Lembro que uma vez fiz um trabalho de geografia sobre o Japão, estava na 7ª série, e as informações foram tiradas de uma enciclopédia. Quanta coisa desatualizada apresentei naquele trabalho! Sobre cultura, arte, costumes e política japonesa. Lembro sobre a parte do teatro japonês onde apresentei coisas medievais como se acontecessem no japão de agora (na verdade o agora era meados dos 90). Hoje em dia sei muito sobre o Japão graças à internet, e dou risada quando lembro daquele trabalho que fiz. Por outro lado, essa evolução tecnológica torna o trabalho dos professores mais difícil. O professor não é mais a principal fonte de saber. Concomitante estão ás mídias com a internet liderando. Não é que o professor tenha perdido a importância, veja bem não estou dizendo isso, mas o professor deve se adaptar à isso. Tem que ter acesso e combinar os saberes para executar suas aulas. Acho que foi isso que o Moreira quiz dizer com professor mediador que comentei no outro post. Cheguei à conclusão que não discordo dele, na verdade eu concordo intrigada.
PS: Após editar e revisar a ortografia descobri que a palavra enciclopédia não está no corretor do blogger. Que bizarro!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012